José Domingos de Morais foi o último artista brasileiro realmente popular. Sua música era acessível a muitos públicos, tocava em rádio e trilhas de novelas. Sua lista de parceiros e intérpretes era enorme e plural, e incluía nomes como Chico Buarque, Ivete Sangalo, Elba Ramalho, Fausto Nilo e Geraldo Azevedo. Fazer show para este forrozeiro pernambucano era um ato de fé e prazer, algo que ele fazia até por cachês mínimos, quando não de graça, para atender aos pedidos de alguém.
Por essas e outras, o mestre Dominguinhos acabou recebendo muito carinho do público. Nascido em 12 de fevereiro de 1941, em Garanhuns, esse que foi um dos principais discípulos de Luiz Gonzaga foi reverenciado e admirado por milhares de fãs até sua morte, em 23 de julho de 2013. Como uma forma de celebrar os 75 anos do sanfoneiro, o Cineteatro São Luiz apresenta realiza neste domingo, 14, uma homenagem ao autor de De Volta Pro Aconchego.
A programação começa às 16 horas com a exibição do filme Dominguinhos. Dirigido por Eduardo Nazarian, Joaquim Castro e Mariana Aydar, o documentário traça um retrato do cantor e compositor a partir de depoimentos e encontros com amigos. Entre os nomes que dividem a tela com o homenageado estão Djavan, Hermeto Pascoal, Yamandu Costa e Nana Caymmi, que canta emocionada a tocante Contrato de Separação. Além desta, estão outros clássicos Quando Chega o Verão, Eu Só Quero um Xodó e Juazeiro.
Após a exibição do filme, o Cineteatro recebe uma dupla de amigos e afilhados de Dominguinhos. Adelson Viana e Waldonys se encontram no show Causos e Cantos, em homenagem ao sanfoneiro. Acompanhados de Denílson Lopes (bateria), Eduardo Holanda (violões e guitarra), Gilson monteiro (zabumba), Paulo Viana (triangulo), Lauro Cesar Viana (cavaquinho) e Edson Sancho (baixo), eles misturam histórias e canções e ainda recebem Fausto Nilo e o acordeonista Rudolf Forte como convidados.
Adelson Viana comenta que homenagear Dominguinhos é mais que justo, “quase uma obrigação”. Destacando o músico e o homem, ele vê o mestre como alguém ainda presente na música brasileira. “Ele trouxe um coração, um sentimento para a sanfona. E isso combinado a um ser humano generoso, que cativava. Por isso ele se transformou em alguém tão querido”, acrescenta o músico cearense. Waldonys lembra também das lições e da paciência do padrinho. “Eu devo ter visto o Dominguinhos puto da vida umas três vezes, e uma delas foi comigo”, comenta sobre um mal entendido após um show em do projeto Asa Branca. “Depois de três dias, é que passou”, respira aliviado.
SERVIÇO
75 anos de Dominguinhos
Quando: domingo, 14, a partir de 16 horas
Onde: Cineteatro São Luiz (Praça do Ferreira – Centro)
Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
Telefone: 98799 1723
Fonte:opovo.

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